Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores - Geraldo Vandré
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Caminhando
e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Mosca na Sopa - Raul Seixas
Mosca na Sopa
Eu sou
a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Mas eu
sou a mosca que pousou em sua sopa...
Apesar de Você - Chico Buarque
Apesar de Você
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Cálice - Chico Buarque
Cálice
Pai,
afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Talvez
o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Ditadura Militar devastou a educação pública
Privatização
do ensino, alienação universitária: efeitos da ditadura, segundo Marilena Chauí
Violência
repressiva, privatização e a reforma universitária que fez uma educação voltada
à fabricação de mão-de-obra, são, na opinião da filósofa Marilena Chauí,
professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
USP, as cicatrizes da ditadura no ensino universitário do país. Chauí relembrou
as duras passagens do período e afirma não mais acreditar na escola como espaço
de formação de pensamento crítico dos cidadãos, mas sim em outras formas de
agrupamento, como nos movimentos sociais, movimentos populares, ONGs e em
grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos.
Chauí,
que “fechou as portas para a mídia” e diz não conceder entrevistas desde 2003,
falou à Rede Brasil Atual após palestra feita no lançamento da escola 28 de
Agosto, iniciativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo que elogiou por
projetar cursos de administração que resgatem conteúdos críticos e humanistas
dos quais o meio universitário contemporâneo hoje se ressente.
Quais foram os efeitos do regime autoritário e
seus interesses ideológicos e econômicos sobre o processo educacional do
Brasil?
Vou
dividir minha resposta sobre o peso da ditadura na educação em três aspectos.
Primeiro: a violência repressiva que se abateu sobre os educadores nos três
níveis, fundamental, médio e superior. As perseguições, cassações, as
expulsões, as prisões, as torturas, mortes, desaparecimentos e exílios. Enfim,
a devastação feita no campo dos educadores. Todos os que tinham ideias de
esquerda ou progressistas foram sacrificados de uma maneira extremamente
violenta.
Em segundo lugar, a
privatização do ensino, que culmina agora no ensino superior, começou no ensino
fundamental e médio. As verbas não vinham mais para a escola pública, ela foi
definhando e no seu lugar surgiram ou se desenvolveram as escolas privadas. Eu
pertenço a uma geração que olhava com superioridade e desprezo para a escola
particular, porque ela era para quem ia pagar e não aguentava o tranco da
verdadeira escola. Durante a ditadura, houve um processo de privatização, que
inverte isso e faz com que se considere que a escola particular é que tem um
ensino melhor. A escola pública foi devastada, física e pedagogicamente,
desconsiderada e desvalorizada.
E o
terceiro aspecto?
A reforma universitária. A ditadura introduziu
um programa conhecido como MEC-Usaid, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos,
para a América Latina toda. Ele foi bloqueado durante o início dos anos 1960
por todos os movimentos de esquerda no continente, e depois a ditadura o
implantou. Essa implantação consistiu em destruir a figura do curso com
multiplicidade de disciplinas, que o estudante decidia fazer no ritmo dele, do
modo que ele pudesse, segundo o critério estabelecido pela sua faculdade. Os
cursos se tornaram sequenciais. Foi estabelecido o prazo mínimo para completar
o curso. Houve a departamentalização, mas com a criação da figura do conselho
de departamento, o que significava que um pequeno grupo de professores tinha o
controle sobre a totalidade do departamento e sobre as decisões. Então você tem
centralização. Foi dado ao curso superior uma característica de curso
secundário, que hoje chamamos de ensino médio, que é a sequência das
disciplinas e essa ideia violenta dos créditos. Além disso, eles inventaram a
divisão entre matérias obrigatórias e matérias optativas. E, como não havia
verba para contratação de novos professores, os professores tiveram de se
multiplicar e dar vários cursos.
Houve
um comprometimento da inteligência?
Exatamente. E os professores, como eram forçados
a dar essas disciplinas, e os alunos, a cursá-las, para terem o número de
créditos, elas eram chamadas de “optatórias e obrigativas”, porque não havia
diferença entre elas. Depois houve a falta de verbas para laboratórios e
bibliotecas, a devastação do patrimônio público, por uma política que visava
exclusivamente a formação rápida de mão de obra dócil para o mercado. Aí,
criaram a chamada licenciatura curta, ou seja, você fazia um curso de graduação
de dois anos e meio e tinha uma licenciatura para lecionar. Além disso, criaram
a disciplina de educação moral e cívica, para todos os graus do ensino. Na
universidade, havia professores que eram escalados para dar essa matéria, em
todos os cursos, nas ciências duras, biológicas e humanas. A universidade que
nós conhecemos hoje ainda é a universidade que a ditadura produziu.
Essa
transformação conceitual e curricular das universidade acabou sendo, nos anos
1960, em vários países, um dos combustíveis dos acontecimentos de 1968 em todo
mundo.
Foi no
mundo inteiro. Esse é o momento também em que há uma ampliação muito grande da
rede privada de universidades, porque o apoio ideológico para a ditadura era
dado pela classe média. Ela, do ponto de vista econômico, não produz capital, e
do ponto de vista política, não tem poder. Seu poder é ideológico. Então, a
sustentação que ela deu fez com que o governo considerasse que precisava
recompensá-la e mantê-la como apoiadora, e a recompensa foi garantir o diploma
universitário para a classe média. Há esse barateamento do curso superior, para
garantir o aumento do número de alunos da classe média para a obtenção do
diploma. É a hora em que são introduzidas as empresas do vestibular, o
vestibular unificado, que é um escândalo, e no qual surge a diferenciação entre
a licenciatura e o bacharelato.
Foi uma coisa dramática,
lutamos o que pudemos, fizemos a resistência máxima que era possível fazer, sob
a censura e sob o terror do Estado, com o risco que se corria, porque nós
éramos vigiados o tempo inteiro. Os jovens hoje não têm ideia do que era o
terror que se abatia sobre nós. Você saía de casa para dar aula e não sabia se
ia voltar, não sabia se ia ser preso, se ia ser morto, não sabia o que ia
acontecer, nem você, nem os alunos, nem os outros colegas. Havia policiais
dentro das salas de aula.
Houve uma corrente muito forte na década de 60,
composta por professores como Aziz Ab’Saber, Florestan Fernandes, Antonio Cândido, Maria Vitória Benevides, a senhora, entre outros, que queria uma
universidade mais integrada às demandas da comunidade. A senhora tem esperança
de que isso volte a acontecer um dia?
Foi simbólica a mudança da faculdade para o
“pastus”, não é campus universitário, porque, naquela época, era longe de tudo:
você ficava em um isolamento completo. A ideia era colocar a universidade fora
da cidade e sem contato com ela. Fizeram isso em muitos lugares. Mas essa sua
pergunta é muito complicada, porque tem de levar em consideração o que o
neoliberalismo fez: a ideia de que a escola é uma formação rápida para a
competição no mercado de trabalho. Então fazer uma universidade comprometida
com o que se passa na realidade social e política se tornou uma tarefa muito
árdua e difícil.
Não há
tempo para um conceito humanista de formação?
É uma
luta isolada de alguns, de estudantes e professores, mas não a tendência da
universidade.
Hoje,
a esperança da formação do cidadão crítico está mais para as possibilidades de
ajustes curriculares no ensino fundamental e médio? Ou até nesses níveis a
educação forma estará comprometida com a produção de cabeças e mãos para o
mercado?
Na
escola, isso, a formação do cidadão crítico, não vai acontecer. Você pode ter
essa expectativa em outras formas de agrupamento, nos movimentos sociais, nos
movimentos populares, nas ONGs, nos grupos que se formam com a rede de internet
e nos partidos políticos. Na escola, em cima e em baixo, não. Você tem bolsões,
mas não como uma tendência da escola.
Fonte: Rede Brasil Atual
Direitos Civis, Políticos, Sociais, Humanos
Direitos Civis: O que são?
Direitos Políticos: O que são?
Direitos Sociais: O que são?
Direitos Humanos: O que são?
Os direitos
civis referem-se às liberdades individuais, como o direito de ir e vir, de
dispor do próprio corpo, o direito à vida, à liberdade de expressão, à
propriedade, à igualdade perante a lei, a não ser julgado fora de um processo
regular, a não ter o lar violado.
Esse grupo de direitos tem por objetivo garantir que o relacionamento entre as pessoas seja baseado na liberdade de escolha dos rumos de sua própria vida - por exemplo, definir a profissão, o local de moradia, a religião, a escola dos filhos, as viagens - e de ser respeitado. É preciso ressaltar que liberdade de cada um não pode comprometer a liberdade do outro.
Ter os direitos civis garantidos, portanto, deveria significar que todos fossem tratados em igualdade de condições perante as leis, o Estado e em qualquer situação social, independentemente de raça, condição econômica, religião, filiação, origem cultural, sexo, ou de opiniões e escolhas relativas à vida privada.
Esse grupo de direitos tem por objetivo garantir que o relacionamento entre as pessoas seja baseado na liberdade de escolha dos rumos de sua própria vida - por exemplo, definir a profissão, o local de moradia, a religião, a escola dos filhos, as viagens - e de ser respeitado. É preciso ressaltar que liberdade de cada um não pode comprometer a liberdade do outro.
Ter os direitos civis garantidos, portanto, deveria significar que todos fossem tratados em igualdade de condições perante as leis, o Estado e em qualquer situação social, independentemente de raça, condição econômica, religião, filiação, origem cultural, sexo, ou de opiniões e escolhas relativas à vida privada.
Nota Pessoal: Eu acho que todo mundo tem o direito de ir e vir, desde que não esteja
prejudicando o seu próximo, "O meu limite termina quando começa o do
outro!" -Késia lima de Paula.
Nota Pessoal: Precisamos
evoluir no exercício do direito civil no que tange a imparcialidade financeira. -Paula Bertoni.
Direitos Políticos: O que são?
Os direitos
políticos referem-se à participação do cidadão no governo da sociedade, ou
seja, à participação no poder. Entre eles estão a possibilidade de fazer
manifestações políticas, organizar partidos, votar e ser votado. O exercício
desse tipo de direito confere legitimidade à organização política da sociedade.
Afinal, ele relaciona o compromisso de pessoas e grupos com o funcionamento e
os destinos da vida coletiva.
Nota Pessoal: Esses direitos são exercido por todos,independente de raça ou religião,podem expressar sua opinião e eleger quem achar que melhor representara sua cidade,país e estado. -Késia Lima de Paula.
Nota Pessoal: Esses direitos são exercido por todos,independente de raça ou religião,podem expressar sua opinião e eleger quem achar que melhor representara sua cidade,país e estado. -Késia Lima de Paula.
Nota Pessoal: Esse direito é pleno numa democracia,quando as informações chegam
ao cidadão que foi instituído e tem condição de fazer a boa escolha na hora de
votar. -Paula Bertoni.
Direitos Sociais: O que são?
Os
direitos sociais, assim como os demais, são constituídos historicamente e,
portanto, produto das relações e conflitos de grupos sociais em determinados
momentos da história. Eles nasceram das lutas dos trabalhadores pelo direito
ao trabalho e a um salário digno, pelo direito de usufruir da riqueza
e dos recursos produzidos pelos seres humanos, como moradia, saúde, alimentação,
educação, lazer. Esses são, por exemplo, os direitos ratificados na legislação
trabalhista, como a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. De certa forma, é pelo
trabalho que construímos grande parte dos bens coletivos, sejam eles de origem
manual ou intelectual. É um direito fundamental, pois é por meio dele que
transformamos a natureza e melhoramos nossa qualidade de vida e a de todas as
pessoas. É preciso ressaltar que a remuneração pelo trabalho deveria
proporcionar aos trabalhadores e suas famílias a satisfação de suas
necessidades fundamentais de alimentação, moradia, saúde, educação, cultura e
lazer.
Nota
pessoal: Ainda ha desigualdades sociais pois,o salario muitas vezes não é
suficiente para uma família se manter e,a vários outros direitos que não são
exercidos. -Késia Lima de Paula.
Nota Pessoal: Estes direitos
estão bem definidos porém ainda precisamos ir além das definições,quem sabe a
combinação capitalismo + comunismo. -Paula Bertoni.
Direitos Humanos: O que são?
Os direitos
humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos.
Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de
pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma:
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em
dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para
com os outros em espírito de fraternidade.
Nota pessoal: Todos os seres humanos nascem
livres e iguais em direitos.Porem não a um espirito de fraternidade um com os
outros pois, ninguém tem o direito de tirar a vida do seu próximo. -Késia Lima de
Paula.
Nota Pessoal: Fala-se em direitos humanos pros presos em situações degradantes,e
os cidadãos de bem que são encurralados pelos meliantes?quando vai aparecem uma
entidade bradando pelos direitos humanos dos cidadãos de bem? -Paula Bertoni.
Em resumo:
Os Direitos civis são os direitos que
todos os cidadãos tem de viver em sociedade como está descrito no artigo 5 da
Constituição Federal, já os Direitos políticos são direitos de todos
os cidadão a concorrer ao cargo público executivo da política quando se filiam
a um determinado partido.
Direitos sociais são direitos que as pessoas tem em viver bem como possibilidade de conviver com outras pessoas. Escola, Trabalho etc.
Sobre os Direitos humanos são os direitos que as pessoas tem a vida, e viver dignamente.
Direitos sociais são direitos que as pessoas tem em viver bem como possibilidade de conviver com outras pessoas. Escola, Trabalho etc.
Sobre os Direitos humanos são os direitos que as pessoas tem a vida, e viver dignamente.
Brasil República
26 de
Junho, a passeata dos 100 mil
No dia
26 de junho de 1968, cerca de cem mil pessoas ocuparam as ruas do centro do Rio
de Janeiro e realizaram o mais importante protesto contra a ditadura
militar até então. A manifestação, iniciada a partir de um ato
político na Cinelândia, pretendia cobrar uma postura do governo frente aos problemas
estudantis e, ao mesmo tempo, refletia o descontentamento crescente com o
governo; dela participaram também intelectuais, artistas, padres e grande
número de mães.
Desde 67, o movimento estudantil tornou-se a
principal forma de oposição ao regime militar. Nos primeiros meses de 68,
várias manifestações tinham sido reprimidas com violência. O movimento
estudantil manifestava-se não apenas contra a ditadura, mas também à política
educacional do governo, que revelava uma tendência à privatização. A política
de privatização tinha dois sentidos: era o estabelecimento do ensino pago
(principalmente no nível superior) e outro, o direcionamento da formação
educacional dos jovens para o atendimento das necessidades econômicas das
empresas capitalistas (mão de obra especializada). Essas expectativas
correspondiam a forte influência norte-americana exercida através de técnicos
da USAID que atuavam junto ao MEC por solicitação do governo brasileiro,
gerando uma série de acordos que deveriam orientar a política educacional
brasileira. As manifestações estudantis foram os mais expressivos meios de
denúncia e reação contra a subordinação brasileira aos objetivos e diretrizes
do capitalismo norte-americano.
Prisões e arbitrariedade eram as marcas da ação do governo em relação aos protestos dos estudantes, e essa repressão atingiu seu apogeu no final de março com a invasão do restaurante universitário "calabouço", onde foi morto Edson Luís, de 17 anos.
Prisões e arbitrariedade eram as marcas da ação do governo em relação aos protestos dos estudantes, e essa repressão atingiu seu apogeu no final de março com a invasão do restaurante universitário "calabouço", onde foi morto Edson Luís, de 17 anos.
Edson Luís
O
fato, que comoveu e revoltou todo o país, serviu para acirrar os ânimos e
fortalecer a luta pelas liberdades. Durante o velório do estudante, o confronto
com policiais ocorreu em várias partes do Rio de Janeiro, sendo que o cortejo
fúnebre foi acompanhado por 50 mil pessoas. Nos dias seguintes, manifestações
sucediam-se no centro da cidade, com repressão crescente até culminar na missa
da Candelária (2 de abril), em que soldados a cavalo investiam contra
estudantes, padres, repórteres e populares.
Artigo 6°
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social,
a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010)
Projeto Ficha Limpa
Desde que a Constituição de 1988 assegurou aos eleitores o
direito de apresentar projetos de lei de iniciativa popular, em quatro ocasiões
o Congresso converteu em norma uma proposta elaborada pela sociedade. Ele
pretende vetar a candidatura de políticos condenados por colegiado em processos
não concluídos, mas ainda há dúvidas sobre
a sua aplicação.
O projeto Ficha Limpa encerrou um jejum de quase cinco anos
sem que uma matéria de iniciativa popular fosse convertida em lei pelo
Congresso Nacional. A última medida levada ao plenário do Legislativo Federal e
convertida em norma legal foi publicada em 17 de junho de 2005, e criou o Fundo
Nacional de Habitação de Interesse Social.
Apesar de ter tramitado sob forte clamor social, o Ficha
Limpa levou cerca de oito meses para ser aprovado na Câmara e no Senado antes
de ser enviado à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Considerado
rápido, o trâmite só não superou o tempo despendido pelos parlamentares para
aprovar o projeto que tornou crime passível de cassação a compra de votos.
Nesse caso, a matéria foi apresentada em 18 de agosto de 1999 e sancionada 42
dias depois, em 29 de setembro do mesmo ano.
Tanto o projeto Ficha Limpa quanto o projeto de cassação por
compra de votos foram patrocinados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e
pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Apesar de serem reconhecidos como projetos de iniciativa
popular por terem sua origem em movimentos sociais, as matérias convertidas em
lei precisaram ser “adotadas” por parlamentares ou até pelo próprio presidente
da República para conseguirem tramitar no Congresso. Isso porque o próprio
Legislativo admite não ter meios de conferir os mais de 1 milhão de números de
títulos de eleitor e assinaturas que a lei exige de um projeto desse gênero.
João Ubaldo Ribeiro
"Precisa-se
de Matéria Prima para construir um País"
A crença
geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique.
Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não
servirá para nada.
Por isso
estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi
Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO.
Nós como
matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a
"ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o
dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada
do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço
a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em
outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só
jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço
ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de
seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas
de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho
dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço
a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a
tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda
para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço
a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não
valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as
pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os
esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos
queixamos de como esses serviços estão caros.
Onde não
existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que
recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há
consciência nem memória política, histórica nem econômica.
Onde
nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e
leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco
e beneficiar só a alguns.
Pertenço
a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser
"comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade
avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé
no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país
no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país
onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos
governantes.
Quanto
mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa,
apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito
para não ser multado.
Quanto
mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro , apesar
de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que
me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não.
Não. Não. Já basta.
Como
"Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta
muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.
Esses
efeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em
pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de
escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando
Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são
brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos
aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse
hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando
com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não
poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer
melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem
serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve
Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um
ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui
faz falta outra coisa.
E
enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima,
ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos
igualmente condenados, igualmente estancados... Igualmente sacaneados!!!
É muito
gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um
empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa
muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam
um Messias.
Nós
temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer
nada. Está muito claro... Somos nós os que temos que mudar.
Sim,
creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo;
desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e
francamente tolerantes com o fracasso.
É a
indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente
decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de
desentendido.
Sim,
decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR
NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você,
o que pensa?...
MEDITE!
Texto
retirado do jornal do meio ambiente, publicado em 14 de novembro de 2005, por
João Ubaldo Ribeiro.
Como fazer - Júri Simulado
Júri
simulado, como o nome diz, é a simulação de um tribunal judiciário, em que os
participantes têm funções predeterminadas.
Etapas:
Funções dos participantes:
Formam-se
três grupos: dois grupos de debatedores (com mesmo número de pessoas) e uma
equipe responsável pelo veredicto (o júri popular - com um número menor de
componentes, entre três e seis alunos, de uma sala com 30, por exemplo).
O papel do
professor é o de coordenar a prática, delimitando o tempo para cada grupo
defender sua tese e atacar a tese defendida pelo grupo oponente.
O processo
inicia-se com o lançamento do tema proposto pelo professor.
Os alunos
se preparam previamente para defender o tema com argumentos convincentes. Dar
um tempo inicial para que os alunos socializem suas informações no grupo, antes
do início do debate. A partir daí, cada grupo lança a sua tese inicial,
defendendo seu ponto de vista na medida em que surjam réplicas e tréplicas.
O
professor, como coordenador da atividade, também pode lançar perguntas que
motivem o debate, evitando fornecer respostas ou apoiar alguma das posições.
Por fim,
cada grupo tem um tempo para suas considerações finais.
O júri
popular, então, reúne-se para socializar seus apontamentos, feitos ao longo da
atividade, e decretar o veredicto.
Etapas:
Tempo:
- · Socializar as ideias nos grupos - 10 min
- · Defesa da tese inicial - 10 min (5 min para cada grupo)
- · Debate entre grupos - 10 min
- · Considerações finais - 10 min (5 min para cada grupo)
- · Veredicto - 5 min
Juiz: Dirige e coordena o andamento
do júri.
Advogado de acusação: Formula as acusações contra o
réu ou ré.
Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde
às acusações formuladas pelo advogado de acusação.
Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu
ou ré, de acordo com o que tiver sido combinado, pondo em evidência as
contradições e enfatizando os argumentos fundamentais.
Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a
seguir vota: Culpado ou inocente, definindo a pena. A quantidade do corpo de
jurados deve ser constituído por número ímpar (3, 5 ou 7).
Público: Dividido em dois grupos da
defesa e da acusação, ajudam seus advogados a preparar os argumentos para
acusação ou defesa. Durante o júri, acompanham em silêncio.
Passo a passo:
- Coordenador apresenta o assunto e a questão a ser trabalhada.
- Orientação para os participantes.
- Preparação para o júri.
- Juiz abre a sessão.
- Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta).
- Advogado de defesa defende o réu ou a ré.
- Advogado de acusação toma a palavra e continua a acusação.
- Intervenção de testemunhas, uma de acusação.
- Advogado de defesa retoma a defesa.
- Intervenção da testemunha de defesa.
- Jurados decidem a sentença, junto com o juiz.
- O público avalia o debate entre os advogados, destacando o que foi bom, o que faltou.
- Leitura e justificativa da sentença pelo juiz.
Artigo tirado do site: http://www.mundojovem.com.br/dinamicas/como-fazer-um-juri-simulado
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